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Fórum de massificados discute insurtechs

 

Em seu segundo e último dia, o Fórum S2 Gestão e Distribuição de produtos massificados reservou um espaço para discutir as insurtechs. A tecnologia deve ser vista como aliada e não concorrente. O mercado de seguros pode e deve estar preparado para fazer uso da ferramenta.

 

O insurtech ganhou um painel especial que contou com a participação de criadores de startups e fintechs que estão começando a atuar no setor. Mauro Gamboa, consultor e com atuação na Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico disse que o Brasil tinha registrado até dezembro (quando foi feito o último levantamento) , 40 insurtechs.

 

Por conta desse crescimento expressivo, a câmara criou comitês para reunir os empreendedores. Gamboa explicou que esses comitês são separados por áreas de atuação e representam a missão da camara-e.net que tem como missão ser o hub de referência colaborativo para impulsionar o desenvolvimento das insurtechs brasileiras.

 

Ele disse que o assunto tem despertado interesse e já chamou atenção da Superintendência de Seguros Privados (Susep) que já montou um grupo de trabalho para entender como as insurtechs funcionam e como será possível flexibilizar as regras para que o mercado se desenvolva.


Gamboa reforçou que a Câmara Net quer impulsionar o desenvolvimento das insurtechs brasileiras e conta com a participação de seguradoras entre os associados. Entre elas Sura, Tokio Marine e outras). O desafio das insurtechs é educar o público e ajudar na disseminação da cultura do seguro. Segundo ele, é preciso fomentar uma nova categoria e produzir um conteúdo que ajude a fomentar o mercado.

 

Atualmente Raphael Swierczynski é CEO da Ciclic e adentrou o mundo das fintechs quando, em 2017, assumiu o posto de sócio/CIO da thinkseg, primeiro marketplace de seguros integrado a uma plataforma mobile, serviços e programas de fidelidade. Ele compartilhou com os participantes do fórum seus aprendizados no setor. “Não adianta uma seguradora criar uma fintech pra funcionar no mesmo prédio, é preciso criar uma marca nova. A Ciclic é uma marca que foi pensada para estar presente em todas as fases da vida. As pessoas gostam de ser bem atendidas”, disse ele.

 

A Ciclic é uma plataforma financeira 100% digital que tem como principal produto o plano de previdência privada e é fruto da joint venture entre o BB seguridade e PFG para uma nova empresa. “A plataforma oferta previdência baseada na voz do cliente”, explicou. O executivo acrescentou que o modelo de negócio tem agilidade para responder às mudanças do mundo digital e flexibilidade para o desenvolvimento de produtos.

 

Henrique Volpi, da Kakau Seguros falou da experiência com a insurtech. Segundo ele, automação, big data, inteligência artificial e blockchain serão muito importantes no mercado de seguros.

 

Fabrício Matos, da Mutual Life, apresentou o conceito de trabalho da insurtech que quer “trazer a economia compartilhada para o mercado de seguros”. O objetivo da plataforma é resgatar o mutualismo eliminando os riscos de má gestão, fraudes e outros problemas historicamente frequentes nas associações de mútuo.

 

Ele defendeu que embora inovações incrementais pontuais aconteçam, a internet e tecnologias emergentes como Blockchain e Inteligência artificial oferecem um novo leque de possibilidades de modelos de proteção, com o potencial de democratizar o seguro, especialmente em países em desenvolvimento.

 

Sobre a atuação da Mutual.Life ele disse que ela surgiu porque “percebemos que as dores que percebemos no mercado é que os produtos de seguros acabam carregando custos grandes para operar”. Para ele, no caso brasileiro, como a maioria da sociedade não tem seguro, há um grande campo a ser trabalhado. “Tentando atender essas coisas começamos a desenvolver um trabalho”, afirmou.

 

Matos diz que apesar do conhecimento de que falta cultura de seguro, ele acredita que é preciso mexer na estrutura do produto. “O mundo mudou e pede novas soluções”, defendeu. Ele lembrou ainda que o conceito P2P surgiu em 2010, na Alemanha, quando um grupo de pessoas se reuniu para cobrir pequenos riscos. Com o passar do tempo novas variações do modelo surgiram. “A relação segurado X seguradora é tensa”, disse ele.

 

Ele explicou que a solução oferecida pela Mutual.Life é desenhada em um grupo de ajuda mútua e tem como pilares o mobile, a inteligência artificial, o blockchain. “Queremos resgatar os valores de transparência, gestão inteligente de riscos e flexibilidade com segurança”, afirmou.

 

O palestrante Eduardo Nunes Di Loreto, gerente de produtos e serviços financeiros das lojas Marisa, que participou do painel de gestão de vendas destacou que ter sido muito importante discutir seguros massificados nos diferentes players de varejo. “Podemos falar do modelo de gestão de venda de varejo.

Foi interessante e valiosa a discussão, acho que o fórum tem crescido de importância e ajuda seguradores e varejistas para desenvolver melhor esse mercado”, analisou.

 

Um dos participantes do fórum no qual fez o fechamento de palestras, Daniel Hatkoff, Fundador da Pitzi, destacou a importância do fórum como espaço para compartilhar experiências. “O compartilhamento de informações é muito importante e ajuda no crescimento do mercado ao praticar o compartilhamento de boas práticas; gostei muito do fórum”, declarou.

 

Para Claudia Lopes, fundadora do fórum S2, a expectativa era trazer temas relevantes que são importantes de ser discutidos. “É importante que as partes se encontrem, por isso o networking é importante nesse evento. O fórum é feito para as seguradoras, corretores, distribuidores e assistências 24 horas participarem “, disse. Ela destacou que o setor de massificados tem poucos corretores. “É importante que os corretores participem. É uma distribuição massiva que eles podem ganhar um share de mercado”, sentenciou.

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