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Mudança de cultura e de processos são fundamentais para a digitalização na distribuição de seguros

 

O terceiro e último dia do 20º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado em Goiânia (GO), foi iniciado com o debate sobre os impactos da digitalização na distribuição de seguros e o papel dos corretores nesse processo. O presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, abriu o painel, traçando um panorama sobre a regulamentação da profissão e a atuação digital de corretores e seguradoras no Brasil e em outros países como Argentina, Chile, Estados Unidos, Inglaterra e México.

 

Nesse passeio, ele apresentou comportamentos distintos do consumidor na aquisição do seguro via internet. Dados curiosos como, por exemplo, a guerra predatória de preços na Inglaterra, que reduziu drasticamente as margens dos corretores, e o baixo índice de fechamento de negócios pela internet nos EUA para seguros mais complexos mostram que há muito a se aprender com as experiências externas.

 

“Seguros obrigatórios são apólices mais atraentes para contratação on-line, pois não existe desconfiança por parte da população sobre a contratação. Outros ramos de seguro com potencial de apólices desmaterializadas vão exigir maior divulgação aos consumidores para angariar confiança, ante a absoluta necessidade de clareza dos direitos e obrigações”, observou.

 

Para o presidente da Icatu Seguros, Luciano Snel, que há dois anos está mergulhado em discussões sobre esse novo ecossistema, ser digital é muito mais do que simplesmente usar tecnologia, é rever processos. “Não adianta aceitarmos receber uma identidade digitalizada para facilitar a venda, se levamos 20 dias para dar retorno ao cliente de que falta um documento”, afirmou Snel, sendo bastante aplaudido pelos corretores que lotaram o auditório logo pela manhã.

 

Utilizando-se do conceito de como atuar num mundo VUCA (sigla em inglês para Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), o diretor-Geral da Bradesco Seguros, Marco Antônio Gonçalves, salientou que “inovação não é usar tecnologia e sim conseguir agregar para o cliente uma experiência cada vez melhor”. Ele citou o exemplo do seguro pirata de carros para mostrar a responsabilidade do corretor nessa mudança. “Quem deixou o seguro pirata acontecer fomos nós e vamos mudar isso. Em breve, todos os carros estarão com alta conectividade e temos que ter informações mais precisas sobre os nossos clientes para que a indústria de carros não nos supere” alertou.

 

Edson Franco, presidente da FenaPrevi e CEO Brasil da Zurich Seguros, ressaltou que “a questão não é discutir ou não se haverá intermediação. A questão é que tipo de intermediação os corretores devem exercer para se tornarem indispensáveis aos clientes”. Para mostrar o potencial de crescimento do mercado no país, ele citou pesquisa encomendada pela Zurich que mostra que 72% das pessoas não têm reservas para seis meses em caso de perda de renda e 28% para um mês no Brasil, o pior resultado entre os 12 países pesquisados. Deste grupo, 58% não conhecem proteção de renda e estariam dispostas a adquiri-la.

 

Marcelo Munerato de Almeida, presidente da Aon Brasil, resumiu a ideia central do painel, que mostrou a necessidade de mudança por parte de todos os atores do mercado. “Todo bom corretor é um consultor. Todos nós temos espaço para aprender”, destacou.

 

O moderador do painel foi o presidente do Sincor-DF e vice-presidente da Fenacor, Dorival Alves de Sousa.

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