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Foi dada a largada para a “Era dos Seguros das Coisas”

31/08/2017

 

Até pouco tempo atrás, comprar seguro com um clique era mais fácil do que entrevistar executivos que falassem sobre inovação no mercado seguradorNinguém queria contar em “on” quanto investe em tecnologia para não despertar a ira do corretor, que estava atemorizado com os falatórios de que a categoria profissional desaparecerá com o avanço da venda digital. “Será nosso fim?”, questionavam muitos dos 100 mil profissionais de vendas registrados no Brasil, segundo dados da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor). Não corretor! Há muitos estudos internacionais que mostram que o consultor de vendas ganhou poder com a proliferação de startups, muitas delas sem conhecimento do setor, de legislação e com jovens ainda sem ginga empresarial. Tanto que estudos mostram que de cada dez startups, nove dão errado. Contudo, é certo que a longevidade é pautada pela reinvenção de si mesmo.

 

Um mundo novo está em construção. Vai embora o desnecessário e passa a valer o sustentável.O Netflix é um case a ser citado. Podemos assistir filmes a qualquer hora. Parar. Voltar. Escolher outro. Ver no celular, na casa do amigo, no avião, na praça, no banheiro. É muito democrático. E podemos também emprestar a nossa senha para um amigo. E tudo bem. Imagina não colocar um projeto desse no ar antes de ter um mecanismo para controlar o uso da senha? O Netflix não ficou mais pobre por isso acontecer. Ele vale mais de US$ 25 bilhões.E o consumidor quer o mesmo de seguro.

 

Colocar na cesta as coberturas e serviços que precisa e quer. Pagar apenas pelo que usa. “Nós mesmos somos responsáveis pelo avanço de aplicativos como Uber, Netflix, Waze, Airbnb entre tantos outros. Quem é que não usa? Isso mostra que a inovação chegará rápido no nosso mercado e temos de nos aliar se quisermos crescer protegendo nossos clientes que querem mobilidade, preço e garantias sob medida”, conclamou Alexandre Camillo, presidente do Sindicato dos Corretores de São Paulo (Sincor-SP), em uma palestra realizada recentemente para mais de 1,2 mil corretores.O cliente quer ter uma apólice completa, que garanta todos os riscos possíveis e imagináveis que ameacem colocar o patrimônio dele em risco. Só que não é possível ter tudo. Ainda mais em tempos de crise.

 

Levantamento mostra que havia 15,2 milhões de lares, no segundo trimestre deste ano, onde ninguém tinha emprego, realidade que atinge principalmente as famílias mais pobres, segundo estudo do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets) e da Oportunidades, Pesquisa e Estudos Sociais (OPE Sociais), a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).De acordo com o IBGE, 2,6 milhões de pessoas perderam seus empregos entre o fim de 2014 e o segundo trimestre deste ano. Nesse período, a taxa de desemprego nacional passou de 6,5% para os atuais 13% da força de trabalho. O país tinha 13,5 milhões de pessoas desempregadas no segundo trimestre, mais do que o dobro apurado pelo instituto nos três últimos meses de 2014 (6,4 milhões). Várias delas eram clientes de plano de saúde, dental, previdência, seguro de carro, casa. Sem falar nas centenas de empresas que quebraram e deixaram de fazer seguro e nas outras tantas que por produzir menos reduziram o valor do programa de seguros corporativos.Menos clientes para dividir e ter de competir com mais concorrentes potencializou a necessidade de fazer bem feita a lição de casa.

 

As seguradoras que tinham se afastado um pouco dos corretores para mergulhar em mudanças estratégicas e organizacionais passaram a priorizar o profissional de vendas. Chamam os corretores, que são os que realmente sabem o que o cliente quer e precisa, para um bate papo e entender mais o que o consumidor quer. Investem em tecnologia para melhorar processos, reduzir desperdícios e fraudes. Criam vínculos com o cliente. Aplicativos para acompanhar o guincho ou informar o estágio do reembolso médico. Disponibilizam diversos canais de comunicação para ouvir o corretor e o cliente. Até chatbolt, um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas, já tem. Quando a economia aquecer, esse consumidor vai lembrar dos corretores que estiveram presentes nas redes sociais contando a eles todas essas novidades fáceis de contratar, com serviços interessantes para o dia a dia, como socorro mecânico, limpeza da caixa d’àgua, nutricionista entre tantos outros. E que seguros já podem ser contratados com um clique pelo celular. Pelo computador. Pelo whatsapp. Sem ligações telefônicas ou e-mails. Do jeito que o cliente quiser.

 

Afinal, o dinheiro é dele e ele usa onde e como quiser.Mais ainda: vão lembrar dos corretores que deram dicas valiosas para gerenciar riscos e passar pela crise sem tantos solavancos como um amigo pronto para receber ou mandar um msn para uma cerveja. Quem sabe um passeio de bike, com direito a pastel na feira de domingo. Ou um jogo de golfe organizado pela seguradora, evento tradicional neste setor de seguros. A verdade é que o tempo passa a ser o senhor da qualidade de vida e dos relacionamentos. Adeus ineficiência e excesso de burocracia.Parece sonho, mas não é. É um processo em “download”, que depende da boa vontade dos políticos deixarem o Brasil crescer e o empresariado ter previsibilidade para investir e gerar empregos.

 

Quando isso acontecer, surgirá o termo “Seguro das Coisas” para explicar o crescimento expressivo do mercado segurador. Vejo um clima amistoso com meus próprios olhos nas dezenas de eventos sobre insurtechs que participei neste ano. Pesquiso na web e fico orgulhosa de ver os portais das seguradoras, dos corretores, dos prestadores de serviços do setor. Modernos, acessíveis, conectados às principais redes sociais, com conteúdo relevante para dar dicas sobre gestão de risco a população.E que portfolio abrangente de produtos.

 

Tem seguro para bikes, celulares, computadores, pets, obras de arte, viagem, carro novo e velho, motos. Seguro para garantir a entrega do apartamento em construção ou para substituir o fiador. Só não tem para embarcações marítimas, ônibus e transportes de carga no Rio de Janeiro. Mas até mesmo para esses riscos soluções estão a vista. Isso prova que boa parte dos corretores e seguradores já superou a etapa de pânico com a ideia de que a venda de seguro digital seria o fim do mundo, praticamente o mesmo temor enfrentado pelos taxistas, que voltam a ter seus clientes por terem melhorado o serviço prestado.Essa é a questão: o cliente no centro de tudo. Sabem por que a maior locadora de vídeos do mundo, a Blockbuster, quebrou? Ela não tratava os clientes muito bem. Reed Hastings teve que pagar 40 dólares de multa por ter atrasado a entrega do filme Apolo 1. Ele ficou tão irritado que começou a pensar em um jeito de ver filmes a hora que bem quisesse. Lançou o Netflix em 1997, acabando com uma indústria de locação de vídeos que movimentava naquela época US$ 16 bilhões por ano só nos Estados Unidos.

 

Muitos corretores e seguradores também já superaram a fase de pensar que o setor de seguros é pequeno comparado a outros mercados porque a população desconhece os produtos. Já sabem que as pessoas conhecem o seguro, acham ele caro e com coberturas restritas. Também já descartaram a intimidação típica usada por setores que se sentem ameaçados pelo avanço de uma mudança radical imposta pelo próprio consumidor.

 

A fase atual é de conversas, descobertas, estudos e negociações. Em agosto de 2017, cerca de duas dúzias de insurtechs estavam catalogadas no Brasil. Mais de 1 mil no mundo. Isso sinaliza pouco diante da evolução promovida internamente por seguradores, corretores e instituições do setor.A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) é um bom exemplo. Depois de o setor quase sofrer um apagão de talentos entre 2004 e 2014 pelo acelerado crescimento de dois dígitos, a CNseg entrou em agosto de 2017 no Linkedin, a maior rede de empregos do planeta, para atrair o interesse de jovens pelo mundo do seguros.

 

Para o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, o papel do corretor é aproximar o consumidor da seguradora: “É evidente que, nestes novos tempos em que o segurado quer agilidade, as instituições, as empresas e o corretor têm que ter instrumentos cada vez mais ágeis, mais assertivos e de melhor qualidade para oferecer à sociedade”.Lançou a Rádio CNseg para aproximar o setor da população e perdeu o medo de possíveis críticas dos internautas. Entrou com coragem nas redes sociais neste ano, enfrentando de peito aberto críticas em relação a planos de saúde, títulos de capitalização e DPVAT, os produtos mais sensíveis diante da opinião pública. Também criou uma comissão para debater a a diversidade e a inclusão por meio de fóruns recorrentes, com questões relativas à inclusão de mulheres, de idosos, de pessoas com deficiência, de pessoas LGBT, de pessoas de quaisquer etnias e religiões

 

.A Escola Nacional de Seguros (ENS), que concorre com instituições externa e também com universidades cativas criadas pelas seguradoras, corre para ser a número um na escolha de profissionais interessados em temas ligados ao mercado segurador, especialmente para o corretor. Passou a oferecer cursos online, abriu uma sede em São Paulo, no centro financeiro da cidade, e conquistou o selo de qualidade em cursos. Em março deste ano, o bacharelado em Administração obteve nota máxima, 5, no Rio de Janeiro, e 4, em São Paulo no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, o Enade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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