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| A VOZ DO PRESIDENTE |
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HENRIQUE JORGE DUARTE BRANDÃO
O presidente do
Sincor-RJ, Henrique Jorge Duarte Brandão,é corretor de seguros e preside a Assurê Administração e Corretagem de Seguros Ltda. desde 1967. Ele, também, ocupa o cargo de vice-presidente da Fenacor e é membro titular do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Privada Aberta e de Capitalização (CRSNSP), nomeado pelo presidente da República, tendo sido reconduzido ao posto pela terceira vez.
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A abertura ou formação de oligopólio?
A tão propalada abertura do mercado de resseguros do Brasil inaugura uma nova e promissora era para a indústria de seguros no país, sem dúvida, mas instala também uma nova preocupação entre alguns agentes profissionais desse mercado - entre eles, nós, corretores de seguros, que temos visto nossa classe ser alvo de críticas bem-orquestradas por interesses que têm a intenção de denegrir a imagem dos profissionais brasileiros e fortalecer os brokers internacionais.
E não é uma preocupação sem fundamento. Primeiro por que, historicamente, a susep sempre se curvou diante das pressões dos grandes grupos financeiros. Em segundo, porque as seguradoras brasileiras têm muita dificuldade de discordar dos setores públicos, pois alimentam um receio exagerado das penalizadas que possam enfrentar, se discordarem dos órgãos reguladores - um ranço que vem dos tempos da ditadura militar. Esse quadro ganha contornos ainda mais preocupantes quando envolvem grandes grupos e pessoas que têm interesses apenas mercantis e preocupam-se unicamente com o retorno financeiro que obterão - sem considerar também o desenvolvimento do país.
Os corretores precisam manter-se atentos à avalanche de mudanças que ocorrerão na esteira da abertura do mercado e cobrar da susep o apoio necessário para que a classe possa exercer suas atividades em condições competitivas com os brokers internacionais. Afinal, passamos uma vida sob o guarda-chuva do monopólio e não podemos agora ser alijados do processo por desconhecer as regras que nunca fizeram parte do nosso cotidiano do processo por desconhecer as regras que nunca fizeram parte do nosso cotidiano.
O Sindicato sempre chamou a atenção da Susep para o fato de países desenvolvidos, como os Estados Unidos e França, por exemplo, manter estratégias de proteção de seus mercados internos. Como essa atitude não faz parte da nossa cultura interna, vamos certamente assistir a bancarrota de 30 ou 40 empresas de médio e pequeno portes, que não terão como permanecer no mercado se mantidas as exigências da margem de solvência das seguradoras por parte da Susep.
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